— Eu conto, balbuciou o bicho acocorando-se. Foi um dia um menino que ficou pequeno, pequeno, até virar passarinho. Ficou mais pequeno e virou aranha. Depois virou mosquito e saiu voando, voando, voando, voando…

— E depois? perguntou Sira.

A guariba velha balançava a cabeça tremendo e repetia:

— Voando, voando, voando…

Fringo impacientou-se:

— Que amolação! Ela pegou no sono.

Tinha pegado mesmo. E falava dormindo, numa gemedeira:

— Voando, voando, voando…

— Vamos embora, pessoal, convidou Sira. Ela não acaba hoje. O bicho começou a chorar.

— Sou uma guariba paleo…

— Já sabemos, interrompeu Caralâmpia. Toca para frente, povo. Que significará aquele nome encrencado?

— Vou perguntar a meu tio, prometeu Raimundo. Quando eu voltar aqui, explico a vocês.

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