Talima baixou-se e consolou o anão:

— Cala a boca, nanico. Não há desgraça.

— Imaginem que ela encontrou o espinheiro-bravo e espetou os dedos.

— Encontrou nada!

— Pode ter crescido e ido morar em Cambacará.

— Não foi não, informou Raimundo. Não vi lá ninguém destas bandas. Como é a figura dela?

— É uma menina pálida, alta e magra.

— Princesa?

— É. Sempre teve jeito de princesa. Agora virou princesa e levou sumiço.

— Que infelicidade! choramingou o anão.

— Vamos procurar a Caralâmpia, convidou Talima. Deixe de choradeira, nanico.

— Já deixei, murmurou o anãozinho enxugando os olhos.

Saíram todos, gritando, pedindo informações a paus e bichos. O sardento ia devagar, distraído. Puxou Raimundo por um braço: — Eu tenho um projeto.

— Estou receando que anoiteça, exclamou Raimundo. Se a noite pegar a gente aqui no campo… Era melhor entrar em casa e deixar a Caralâmpia para amanhã.

— O meu projeto é curioso, insistiu o sardento, mas parece que este povo não me compreende.

— É sempre assim, disse Raimundo. Faltará muito para o sol se pôr?

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