O anãozinho bateu na perna dele:

— Nós nos esquecemos de perguntar como é que você se chama.

— Raimundo. Sou muito conhecido. Até os troncos, as laranjeiras e os automóveis me conhecem.

— Raimundo é um nome feio, atalhou Pirenco.

— Muda-se, opinou o anão.

— Em Cambacará eu me chamava Raimundo. Era o meu nome.

— Isso não tem importância, decidiu Talima. Fica sendo Pirundo.

— Pirundo não quero.

— Então é Mundéu.

— Também não presta. Mundéu é uma geringonça de pegar bicho.

— Pois fica Raimundo mesmo.

— Está direito. Eu queria saber como a gente se arranja de noite.

— Que noite?

— A noite, a escuridão, isso que vem quando o sol se deita.

— Besteira! exclamou o anão. Uma pessoa taluda afirmando que o sol se deita! Quem já viu sol se deitar?

— Essa coisa que chega quando a Terra vira, emendou Raimundo. A noite, percebem? Quando a Terra vira para o outro lado.

— Ele vem cheio de fantasias, asseverou Talima. Escute, Fringo. Ele cuida que a Terra vira.

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