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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 23
Atravessou o rio com um passo. As crianças peladas foram encontrá-lo. Caminharam algum tempo e chegaram à serra de Taquaritu. Aí Raimundo sedespediu: — Adeus, meus amigos. Lembrem-se de mim uma ou outra vez, quando não tiverem brinquedos, quando ouvirem as conversas das cigarras com as aranhas. Fiquei gostando muito delas, fiquei gostando de vocês… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 22
— Isso mesmo. Fique com a gente. Aqui é tão bom… — Não posso, gemeu Raimundo. Eu queria ficar com vocês, mas preciso estudar a minha lição de geografia. — É necessário? — Sei lá! Dizem que é necessário. Parece que é necessário. Enfim… não sei. Aí Raimundo entristeceu e enxugou os olhos: — É… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 21
— Preciso voltar, murmurou Raimundo. O anãozinho chegou-se a ele e soprou-lhe ao ouvido: — Tudo aquilo é mentira. Esta Caralâmpia mente!… Sira agastou-se: — Mente nada! Por que é que não existem pessoas diferentes de nós? Se há criaturas com duas pernas e uma cabeça, pode haver outras com duas cabeças e uma perna.… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 20
A guariba paleolítica ficou tiritando, acocorada, a gemer. — Dorminhoca! rosnou Sira. Que teria acontecido ao menino que virou mosquito? — Parece que tornou a virar menino, disse Fringo. — Não dá certo, gritou o anãozinho. É melhor continuar mosquito. — Vamos consultar a guariba? — Não convém, interveio a princesa Caralâmpia. Ela perdeu a… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 19
— Eu conto, balbuciou o bicho acocorando-se. Foi um dia um menino que ficou pequeno, pequeno, até virar passarinho. Ficou mais pequeno e virou aranha. Depois virou mosquito e saiu voando, voando, voando, voando… — E depois? perguntou Sira. A guariba velha balançava a cabeça tremendo e repetia: — Voando, voando, voando… Fringo impacientou-se: —… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 18
Partiram. Caminharam bem meia légua e encontraram uma guariba cabeluda, que andava com as juntas perras, escorada num cajado, óculos no focinho, a cabeça pesada balançando. Raimundo avizinhou-se dela, curioso: — Como é, sinha Guariba? A senhora, com essa cara, deve conhecer história antiga. Espiche uns casos da sua mocidade. — Eu não tive isso… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 17
O hóspede chegou-se a ela, desconfiado, espiando as cobrinhas com o rabo do olho. Curvou-se num salamaleque exagerado: — Como vai vossa princesência? — Princesência é tolice, declarou Pirenco. — Tolice é amarrar cobras nos braços, replicou Raimundo. Onde já se viu semelhante disparate? — Acabem com isso, ordenou Caralâmpia. Vamos deixar de encrenca. Por… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 16
Deixaram a artista e a representante da indústria dos tecidos, andaram cinqüenta passos e foram encontrar os meninos brincando na grama verde, fazendo um barulho desesperado. — Isto é agradável, murmurou Raimundo. Tudo alegre, cheio de saúde… A propósito, ninguém adoece em Tatipirun, não é verdade? — Adoece como? — Julgo que vocês não vão… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 15
A cigarra lá de cima interrompeu a cantiga, estirou a cabecinha. Era uma cigarra gorda e tinha um olho preto, outro azul. — Qual é a sua opinião? perguntou o sardento. Raimundo hesitou um minuto: — Não sei não. Eles caçoam de você por causa da sua cara pintada? — Não. São muito boas pessoas.… — continuar
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A Terra dos Meninos Pelados – Capítulo 14
— Quer ouvir o meu projeto? segredou o menino sardento. — Ah! sim. Ia-me esquecendo. Acabe depressa. — Eu vou principiar. Olhe a minha cara. Está cheia de manchas, não está? — Para dizer a verdade, está. — É feia demais assim? — Não é muito bonita não. — Também acho. Nem feia nem bonita.… — continuar